A utopia do “novo normal” por Ampfy

Empresa: Ampfy

Conteúdo em: Português

Seria possível projetar o novo futuro com base em ações improvisadas do presente? Com essa questão em mente, a Ampfy buscou produzir análises e diagnósticos que se propõem a separar projeções possíveis da especulação. O resultado é o estudo “Utopia do novo normal: uma conversa sincera sobre os desafios para marcas e negócios em um mundo pós-Covid”.

A proposta do estudo não é trazer respostas imediatas e sim ajudar as pessoas a fazerem as perguntas certas para encontrar caminhos para vencer os desafios de seus negócios. A agência dividiu as reflexões em três momentos: o primeiro é o que estamos vivendo, chamado de “fica em casa”. O segundo é o “ficando mais aberto”, que é o que vamos viver no curto prazo. E, por fim, “o que vai ficar”.

Quais comportamentos adquiridos durante a quarentena que vieram para ficar? O que podemos esperar do consumidor daqui para frente? Para responder a essas questões, o estudo traz uma análise histórica: grandes crises levam a grandes mudanças atitudinais e perenes. A pesquisa cita três exemplos: a II Guerra Mundial, que levou os homens para o campo de batalha enquanto as mulheres ficaram sozinhas em casa e tiveram que buscar seu sustento partindo para o mercado de trabalho; o 11 de setembro, que trouxe uma série de novas políticas e regulações na segurança da aviação; e a epidemia de Sars na China em 2002/2003, em que o isolamento social alavancou o e-commerce chinês, tornando-o um dos mais evoluídos do mundo.

O levantamento organizou essas mudanças em quatro vertentes que devem mudar o comportamento humano: o contato físico (novos canais, restrições de deslocamento), o contexto social (novas regras, novas políticas), as motivações (emoções, expressões de identidade), e as atividades (habilidades e rotina). A partir dessa adaptação, deverá surgir um novo padrão de comportamento, que trará a dualidade entre opostos, ou seja, tensões estarão convivendo e moldando o comportamento. Na análise, a Ampfy ressalta cinco tensões que devem permanecer depois da pandemia. De acordo com a Ampfy, a ideia é que essas reflexões sejam pontos de partida para marcas e negócios, uma vez que poucas empresas já planejaram seus próximos passos – até o momento, as companhias foram muito reativas, por conta das circustâncias.