Crises globais exigem soluções globais: é hora de criar uma Constituição mundial?

Foto: FABRICE COFFRINI / GETTY IMAGES

Autor: Braulio Garcia Jaén para El País

Grupo de filósofos e ativistas propõe uma norma que sirva de “bússola de todos os Governos para o bom governo do mundo”.

Para ex-juiz e filósofo do direito italiano Luigi Ferrajoli, uma Constituição não é a vontade da maioria, e sim a garantia de todos. A Constituição mundial obrigaria a proteger a igualdade, o direito à não discriminação e à saúde. Direitos que pertencem à “esfera do que não se pode decidir” e que não podem estar à mercê das maiorias. Ninguém, diz, está falando de um Estado mundial: “Cada país deverá poder continuar decidindo sobre o que se pode decidir”, ou seja, as políticas que não violentam os direitos fundamentais.